Congresso
Lula volta a criticar Banco Central e defende investimentos em saúde e educação
Durante evento no ABC paulista, presidente questionou a atual taxa de juros e defendeu que recursos destinados a áreas sociais não sejam vistos como gastos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar, nesta sexta-feira, a condução da política monetária pelo Banco Central. Durante a cerimônia de inauguração de um novo bloco na Universidade Federal do ABC (UFABC), em São Bernardo do Campo, o mandatário questionou os patamares da taxa Selic.
Para o presidente, o verdadeiro custo para o país reside no pagamento de juros elevados, atualmente em 13,75% ao ano. Ele argumentou que o termo 'gasto' é frequentemente aplicado de forma equivocada a setores que promovem o desenvolvimento social.
Lula defendeu que os recursos direcionados para a saúde e a educação devem ser classificados como investimentos estratégicos, e não como despesas correntes de orçamento. A fala reforça o posicionamento do governo em relação à necessidade de flexibilização da política de juros para estimular a economia.
O evento na UFABC reuniu autoridades e ministros, servindo como plataforma para que o governo reafirmasse seu compromisso com a expansão do ensino superior público no Brasil.
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